quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

 
Terceirize a TI e seja mais competitivo
Estratégia é manter equipe própria e contratar prestadores de serviços altamente capacitados para atender demandas específicas rapidamente
 
Leonel G. Nogueira Jr, CEO da Global TI
 
 
A falta de profissionais de Tecnologia da Informação capacitados adequadamente tem sido o calcanhar de Aquiles nas empresas. O mercado tem exigido cada vez mais rapidez e precisão na hora de contratar e a enorme demanda por projetos dificulta essa constante busca pelo profissional certo.
Além disso, a carência de profissionais qualificados nessa área chegou a um nível preocupante. Os estudos apontam que o Brasil começa a entrar em uma década revolucionária, tanto em relação às tecnologias para identificação de profissionais capacitados quanto no desenvolvimento de mão de obra. 
Mas, na real, as escolas que formam profissionais de TI não entendem as necessidades do mercado e formam pessoas com conhecimentos limitados de tecnologia e relacionamento profissional.
Para piorar, as empresas lutam com as elevadas taxas de turnover e precisam recrutar cada vez mais pessoas para manter suas equipes de TI. Essa situação desgastante não é sustentável a médio ou longo prazo. As dificuldades para atração e retenção de profissionais de TI serão crescentes e, cada vez mais, exigem uma nova abordagem para serem solucionadas.
Para o Gartner, o CIO brasileiro vive uma crise de identidade e precisa deixar as operações para os prestadores de serviços. Só assim conseguirá enxergar adiante.
Uma saída viável e rápida é a terceirização por meio de prestadores de serviços altamente qualificados e com bagagem superior a uma década no quesito experiência.
Dessa forma a empresa deixa de se preocupar com a necessidade de atrair e selecionar profissionais de TI, uma vez que esse pessoal é garantido pela empresa terceirizada. E pode se dedicar a atender as demandas internas, servindo de elo estratégico entre as áreas de negócios e a TI.
Isso significa estar um passo a frente da concorrência, vislumbrando novas oportunidades de negócios e tendo como ‘braço’ de TI parceiros estratégicos terceirizados que executarão os projetos.
Esse conhecimento ampliado pode ser vital em demandas como a troca de sistemas ou implementações de softwares complexos como ERP e gestão fiscal, por exemplo.
Além disso, contratos de prestação de serviços têm SLA, que garantem a qualidade do atendimento, cumprimento dos prazos e das metas pré-estabelecidas.
Os gestores arrojados e inovadores têm sua atenção voltada para aplicações, dados e conteúdo e não mais para as questões operacionais.
Pense nisso!
* Leonel G. Nogueira Jr é CEO da Global TI

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Dicas para evitar o inchaço e desconforto nas pernas,
característicos das longas viagens
 
  
 
Com a chegada do fim de ano e as férias de verão, muitas pessoas programam suas viagens. Com o barateamento das passagens, o uso do transporte aéreo vem aumentando nos últimos tempos. Durante longas viagens de avião é comum a sensação de inchaço e desconforto nas pernas. Mas até que ponto viagens de avião podem ser a causa de problemas circulatórios?
 
De acordo com o angiologista e cirurgião vascular Dr. Eduardo Toledo de Aguiar o problema não é tão grave assim. “O problema não é viajar de avião. Viagens muito longas, em que o passageiro passa muito tempo sentado na mesma posição, em qualquer meio de transporte, podem causar inchação nas pernas e um certo desconforto. Isso também acontece, por exemplo, com quem trabalha muitas horas sentado.”
 
Uma pessoa que trabalha sentada ou em pé o dia todo na mesma posição tem mais chances de desenvolver varizes do que o viajante eventual. Para quem tem histórico de problemas vasculares na família as chances aumentam muito. Portanto, podemos considerar como mito que viajar de avião cause problemas de circulação nos membros inferiores.
 
“Dor nas pernas, inchaço e um certo desconforto são comuns, entretanto é um exagero afirmar que viajar de avião causa o surgimento de varizes ou qualquer tipo de problema circulatório”, afirma o Dr. Eduardo Toledo de Aguiar.
 
Para quem vai viajar e passar muitas horas sentado, seguem abaixo algumas dicas:
 
- movimente pés e tornozelos para cima e para baixo e em movimentos circulares. Isso ajudará na circulação do fluxo sanguíneo
- ingira muito líquido
-vista roupas leves e confortáveis
- caso sinta algum desconforto, fique em pé, caminhe pelo corredor. Esta dica aliviará muito o desconforto nas pernas
- nas viagens de ônibus, desça na parada e caminhe um pouco mantendo o corpo ativo
- nas viagens de carro a recomendação é parar a cada duas horas, alongar o corpo e caminhar um pouco para estimular a circulação
- é aconselhável para pessoas com histórico de problemas vasculares visitar um médico antes das longas viagens
- o uso de meias elásticas de compressão são uma alternativa bastante eficaz para evitar dores, desconforto e inchaço nas pernas. Procure a mais adequada.
 
O Dr. Eduardo Toledo de Aguiar - diretor da Spaço Vascular e pioneiro da escleroterapia com espuma no Brasil - é membro do Colégio Brasileiro de Cirurgiões (CBC), da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular - SBACV - (foi Diretor Científico da Regional de São Paulo da SBACV) e da International Union of Angiology. Formou-se em 1972 pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), fez Residência em Cirurgia Vascular no Hospital das Clínicas da FMUSP e iniciou sua pós-graduação pelo Mestrado, seguido do Doutorado. Neste período tornou-se Professor do Departamento de Cirurgia FMUSP, foi aprovado no concurso à Livre-Docência e chegou a Professor Associado da Disciplina de Cirurgia Vascular do Departamento de Cirurgia da FMUSP. Deixou a carreira universitária em 2004 e dedica-se à Spaço Vascular® desde então.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Biópsia: entenda o que é e para que serve
Sociedade Brasileira de Patologia desvenda mitos, verdades e orienta sobre os benefícios do exame
 
 
A biópsia é um procedimento para a coleta de fragmentos de um determinado órgão ou tecido para análise por um médico patologista. Este procedimento, quando necessário, é parte do processo de investigação de uma doença, possibilitando um diagnóstico, além de fornecer informações que contribuem com a escolha do tratamento adequado e com o prognóstico de cada caso. Para ajudar a entender um pouco mais sobre o exame,  a  patologista da Sociedade Brasileira de Patologia, Luciana Salomé, respondeu as questões abaixo:
Fazer uma biópsia significa possibilidade de câncer? Não necessariamente. Muitas outras doenças também podem ser diagnosticadas através de biópsias. Este procedimento é indicado sempre que há necessidade de esclarecimento (confirmação ou descarte de uma suspeita diagnóstica).
 
A biópsia só é realizada com anestesia geral? Anestesia geral só é necessária quando a coleta de material é feita através de uma cirurgia. Na maioria dos casos, a retirada de material para biopsia é simples, feita através de procedimentos ambulatoriais, ou seja, dentro do consultório médico.
 
A biópsia é um exame dolorido? É relativo. Depende do órgão a ser biopsiado. Em alguns casos pode ser necessária anestesia local, e em outros nem isso.
 
A biópsia de medula óssea é perigosa? Não, pois é um procedimento simples. O procedimento para obtenção de material da medula óssea é simples, porém requer cuidados que justificam sua realização em ambiente hospitalar. No entanto, não há riscos à saúde do paciente.
 
Somente a biópsia pode diagnosticar o tipo e dar prognóstico do câncer? Não, é necessário um conjunto de exames para o diagnóstico preciso. O exame histológico de uma amostra de tecido é parte da investigação clínica de uma doença. Esta investigação inclui o exame clínico, além de exames de sangue, exames de imagem e biópsias, sempre que houver necessidade para o esclarecimento diagnóstico. As informações obtidas ao longo da investigação permitem a elaboração de um diagnóstico e a escolha do tratamento adequado, bem como do prognóstico de cada caso. Portanto o acompanhamento de um paciente é feita por médicos de várias especialidades e a integração entre eles é fundamental.
 
Ainda no que se refere à atuação dos patologistas, a Sociedade Brasileira de Patologia publica há oito anos o Manual de padronização de laudos histopatológicos, que visa uniformizar a redação dos laudos para que eles contenham todas as informações necessárias de forma clara e objetiva. Este manual  acaba de ter sua  última edição lançada.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Mais romã para os homens
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), a estimativa é de que sejam diagnosticados 69 mil casos de câncer de próstata neste ano.
Um estudo da Universidade da Califórnia revelou que o consumo de suco de romã inibe a proliferação das células do câncer de próstata, isto é, ajuda a impedir a metástase. No Brasil, a principal marca de bebida de romã é a Juxx, empresa especializada em produtos funcionais. As bebidas funcionais da marca contêm concentração de fruta superior aos sucos convencionais e não possuem corantes, conservantes e aromatizantes artificiais, por isso, é indicada por diversos profissionais da área da saúde para prevenção e tratamento de doenças.
Além do sabor tradicional, que não tem adição de açúcar (pois é adoçado com fruta), a Juxx conta com a romã zero, que é indicada para aqueles que têm restrições dietéticas ou preferem consumir uma bebida com menos calorias. As bebidas sem açúcar da marca são certificadas pela Associação Nacional de Assistência ao Diabético (ANAD).
Ainda que a romã seja aliada na prevenção do câncer de próstata é importante ressaltar que a realização de exames preventivos, como o de toque retal, é essencial para descobrir a doença em estágio inicial.

domingo, 30 de novembro de 2014

Os desafios do diagnóstico do câncer infantojuvenilMédico patologista é fundamental na descoberta e diagnóstico precoce da doença
 
O câncer entre crianças e jovens é a primeira causa de morte por doença entre pessoas de um a 19 anos, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca). Estima-se que em torno de 70% das crianças acometidas pela doença possam ser curadas se diagnosticadas precocemente e receberem o tratamento adequado. “Mesmo com a alta probabilidade de cura quando diagnosticada precocemente, a doença é tão nociva quanto para um adulto, por isso a importância do diagnóstico precoce”, comenta o patologista Ricardo Artigiani, da Sociedade Brasileira de Patologia (SBP).

Os patologistas são determinantes no diagnóstico definitivo dos cânceres, pois participam desde a determinação exata do diagnóstico de câncer e seu tipo histológico (existem dezenas de diagnósticos diferenciais com sintomas semelhantes), estabelecem subtipos prognósticos (é muito comum em tumores pediátricos a divisão em diversos subgrupos de diagnóstico e tratamento) e pesquisam, na amostra tecidual retirada, marcadores (muitas vezes moleculares) relacionados a tratamento e prognóstico.

“O diagnóstico precoce do câncer infantojuvenil é mais complicado, pois na criança há maior dificuldade pela superposição de tipos de câncer com características semelhantes, comuns na idade, maior velocidade de crescimento tumoral e sintomatologia menos evidente. Além disso, na criança dificilmente observamos a presença de lesões pré-malignas. Nesse grupo etário usualmente o diagnóstico é feito com o câncer já instalado”, comenta o patologista.

 Dados do Observatório da Saúde da Criança e do Adolescente da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) mostram que o diagnóstico precoce do câncer infantojuvenil ainda é a principal questão da doença entre os jovens. A pesquisa com esta faixa etária, realizada entre 2004 e 2012, mostrou que 42% dos casos confirmados eram de tumores do sistema nervoso central, que só foram identificados entre quatro e seis meses depois do início dos sintomas. Para tumores de partes moles (vísceras e epiderme), o tempo foi de sete meses. Há casos em que o diagnóstico demora até oito anos para ser confirmado.

 Para a patologista e membro da SBP, Luciana Salomé, é importante a visita de rotina ao pediatra, por meio dela a chance do diagnóstico precoce é ainda maior. “Conhecendo a criança, a chance de detectar uma alteração, ainda que mínima, pode fazer toda a diferença na possibilidade de cura”, comenta a médica.

 

Fique atento aos sintomas*:



·                    Nas leucemias, pela invasão da medula óssea por células anormais, a criança se torna suscetível a infecções, pode ficar pálida, ter sangramentos e sentir dores ósseas.


• No retinoblastoma, tipo de tumor que afeta os olhos, um sinal importante de manifestação é o chamado ’reflexo do olho de gato’, que é o embranquecimento da pupila quando exposta à luz. Pode se apresentar, também, através de fotofobia ou estrabismo. Geralmente acomete crianças antes dos três anos de idade. Hoje a pesquisa desse reflexo pode ser feita desde a fase de recém-nascido.

• Algumas vezes os pais notam um aumento do volume ou uma massa no abdômen, podendo tratar-se, também, de um tumor de Wilms, espécie de tumor renal ou neuroblastoma, que se desenvolve a partir do sistema nervoso.

• Tumores sólidos podem se manifestar pela formação de massa, podendo ser visíveis ou não e causar dor nos membros - sintoma, por exemplo, frequente no osteossarcoma (tumor no osso em crescimento), mais comum em adolescentes.

• Tumor de sistema nervoso central tem como sintomas dor de cabeça, vômitos, alterações motoras, alterações de comportamento e paralisia de nervos.

*Fonte: Inca

sábado, 29 de novembro de 2014

Cuidados para treinar sem excessos e conquistar o corpo perfeito para o verão
Praticar atividades físicas traz muitos benefícios para a saúde, mas o excesso de treino pode causar problemas para o corpo resultando em lesões, exaustão, insônia e, nos casos mais graves, na interrupção da prática. Com a chegada do Verão, há uma verdadeira corrida às academias, mas, na ânsia de recuperar o tempo perdido, algumas pessoas se excedem e subestimam o nível de condicionamento físico.
Com o Verão se aproximando, as academias são invadidas por pessoas que buscam resultados rápidos para exibir um corpo bonito nos dias mais quentes. E para conseguir o c resultado “ideal” em poucos meses, muitos acabam se expondo a uma rotina pesada de exercícios. Mas segundo o consultor técnico da Contours, academia só para mulheres, Paulo Amaral, o excesso de exercícios, além de não ajudar a atingir os objetivos mais rápidos, pode causar sérias lesões no corpo. “Toda atividade física não planejada pode se transformar em um risco para a saúde, prejudicando a musculatura, articulações e o sistema cardiovascular. O acompanhamento de um profissional é muito importante para que o aluno não tenha seu desempenho prejudicado”. Segundo o especialista, antes de mais nada, a pessoa precisa de liberação médica para iniciar uma rotina de atividades. “As pessoas não podem confundir dedicação com excesso. Se dedicar à atividade é importante, mas para tudo é preciso equilíbrio. Uma lesão ocasionada por excessos, por exemplo, pode levar a interrupção do treino por semanas ou até meses, o que seria muito frustrante.”

De acordo com o Paulo, as lesões costumam acontecer em dois momentos: quando se inicia uma rotina de treinos (seja por atividades mal realizadas ou pela nova carga de exercícios que o corpo está recebendo) e quando não há pausas entre uma aula e outra para descanso e recuperação. “Não dá para se obter o resultado de anos de prática em apenas alguns meses. Mesmo quem já é veterano na academia, não pode achar que está imune as lesões.” Confira as dicas do especialista.
- Descanse entre um treino e outro
Para evitar lesões é necessário controlar a carga de treino. Quanto maior a intensidade, maior é o tempo de descanso. Praticar atividades físicas faz bem para saúde, mas o corpo precisa descansar. O excesso de exercícios pode causar fraturas, dores musculares e cansaço extremo.
- Se alimente bem
É muito comum ver pessoas restringindo as calorias ingeridas ao praticar atividades físicas. A falta de calorias no corpo faz com que a pessoas fiquem desnutridas, percam massa muscular e tenham contusões por falta de nutrientes responsáveis pela recuperação dos músculos, ligamentos e ossos.
- Insônia
Frequentadores assíduos de academia e que sofrem insônia devem ficar atentos, pois isso pode ser um sinal de que o corpo precisa descansar. O excesso de exercícios físicos acelera o corpo e a mente resultando na falta de sono, o que pode ocasionar grande irritabilidade. Uma dica é mudar o horário do treino para durante o dia.
- Dor nem sempre é um bom sinal
Sentir algumas dores durante o treino, em alguns casos, é comum. Ela pode ser um apontamento de que a hipertrofia muscular está ocorrendo. Em treinamentos com carga, o tecido muscular é rompido, o que resulta em microlesões, que são pequenas rupturas do músculo causadas pelo excesso de esforço. Para o músculo se reconstruir é necessário um repouso entre os treinos. Se não há essa pausa, o corpo não tem tempo de se recuperar e as lesões se agravam.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Doenças causadas por anabolizantes podem aparecer após anos de uso
 Diagnóstico é quase sempre tardio, pois pacientes não contam aos médicos que fazem uso dessas drogas. Elas podem comprometer fígado testículos, coração vasos sanguíneos e rins


Os danos à saúde decorrentes do uso de medicamentos hormonais esteroides, também conhecidos como anabolizantes ou “bombas”, podem se manifestar somente anos depois que foram utilizados. “Quando o paciente vê alguma doença grave provocada pelo uso dessas substâncias, ele sequer recorda que a utilizou no passado”, alerta o Dr. Raymundo Paraná, médico chefe do serviço de Hepatologia do Hospital Universitário da UFBA (Universidade Federal da Bahia). De acordo com ele, essas drogas têm sido cada vez mais utilizadas para terapias ilegais de antienvelhecimento e modelação do corpo (fitness).

Pelo uso de anabolizantes ser ilegal, é comum que os pacientes não relatem o uso aos seus médicos, o que dificulta o diagnóstico. Outro fator preocupante são pessoas que prescrevem essas drogas convencendo irresponsavelmente os usuários de que não há riscos, mas somente benefícios. “Existem profissionais pouco confiáveis que incentivam muitos jovens à utilização de anabolizantes, principalmente em academias. Infelizmente, existem médicos e outros profissionais desaúde que também fazem o mesmo”, lembra o Dr. Paraná.

Essas drogas são parecidas com o hormônio masculino testosterona, e sua utilidade com propósito não   terapêutico predispõe a pessoa ao desenvolvimento de doenças do fígado, como acúmulo de gordura no órgão (Esteatose e Esteato-Hepatite), dilatação dos canais sanguíneos (Peliosis) e até mesmo tumores (Adenoma e Hepatocarcinoma).

“A combinação de medicamentos da testosterona e do Estanazolol com outros remédios como Oxandrolona pode causar alteração na coagulação do sangue e predispor o paciente a sangramentos em qualquer parte do corpo, principalmente no fígado e no cérebro”, alerta o médico. Além disso, o fígado é apenas um dos órgãos afetados, mas há efeitos adversos nos testículos, próstata, vasos sanguíneos, coração, músculos e rins.

A estes medicamentos se somam ainda hormônios como o GH, ainda não validados cientificamente para uso nesta finalidade. Não raro se usam injeções que só são indicadas para tratar diabetes, mas que são irresponsavelmente prescritas para aumentar a perda da gordura visceral.

Neste contexto estão também os suplementos alimentares sem efeito terapêutico comprovado e com risco de toxicidade, principalmente aqueles que acompanham os chamados termogênicos. Estes compostos possuem fórmulas diferentes em cada marca, ou mesmo diferentes formulas manipuladas, mas não apresentam comprovações de eficácia e segurança (efeitos adversos). Ademais, muitos trazem substâncias reconhecidamente perigosas para o fígado como o chá verde (Camelia Sinensis), a Yombina e a erva Cavalinha (Germander). Estas substâncias possuem farta documentação de toxicidade ao fígado na literatura médica científica.

Habitualmente, só uma pequena parcela dos pacientes com hepatite tóxica acaba diagnosticada, pois  o paciente apresenta os sintomas leves da doença.  Nas formas mais graves de toxicidade por  esteroides anabolizantes só o diagnosticado precocemente  consegue reverter o quadro. “Ainda assim, muitas pessoas terão de lidar com sérias sequelas pelo resto da vida. Dependerá do medicamento usado, das combinações que fez e do tempo de exposição a essas drogas”, afirma.

Os motivos de tanta popularidade destas práticas são diversos, mas podem ser resumidos na má fé ou ignorância dos profissionais que as prescrevem, como também no fácil acesso a informação não científica da internet. Habitualmente, existe acesso aos materiais publicitários, os quais não têm compromisso com a ciência médica. “Os riscos e os danos àsaúde pelo uso destes compostos são relatados em sites científicos, a maioria em língua inglesa”, mas a estes o paciente não tem acesso, pontua Paraná.