segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Depilação definitiva continua sendo a melhor opção para se livrar de vez dos pelos indesejados

Atualmente, devido ao constante desenvolvimento de produtos cosméticos e estéticos, existem muitos métodos de combate aos pelos indesejados, como ceras quentes e frias, lâminas, roll-ons, técnicas de depilação definitiva com laser ou luz, e outras que cabem em seu orçamento e melhor se adaptam ao seu dia a dia. Mas qual é a técnica ideal e mais eficaz, para a sua pele? Com o verão se aproximando, é melhor correr.
“Saber escolher a depilação ideal para sua pele é muito importante, pois essa decisão pode evitar problemas futuros. A depilação definitiva é o método mais aconselhável para a maioria das pessoas, pois evita manchas, ressecamento, escurecimento, bolinhas e pelos encravados no local depilado, além de não causar dor, como alguns outros métodos. Em poucas sessões, o cliente pode sentir o resultado e ver a pele livre de incômodos estéticos. Ideal para pessoas com crescimento acelerado dos pelos, a depilação definitiva é indicada também para tratar foliculite, manchas, e outros problemas”, afirma Mayne Chiaparro, especialista e fisioterapeuta da Pró-Corpo Estética, empresa especialista em beleza e estética avançada.
Outros incômodos costumam aparecer em diferentes tipos de depilação. “O ressecamento pode ser causado por alguns motivos, como a falta de hidratação ou até pelas depilações feitas com cera e lâmina que, apesar de serem métodos rápidos, são prejudiciais à pele e podem encravar os pelos, pois eliminam apenas a parte do fio que está para fora da pele”, completa a fisioterapeuta.
Segundo Mayne, muitas pessoas têm receio de optar pela depilação a laser por não conhecerem o método e a duração do resultado. “O maior questionamento é sobre o tempo de eficácia desse tratamento. Muitos falam que dura de 2 a 3 anos. Há quem diga que pode durar mais de 20 anos com manutenções anuais. “Na minha experiência, percebi que não há uma média precisa, mas sim, uma resposta diferente de cada organismo. Fatores hormonais, genéticos e períodos da vida podem influenciar diretamente na duração do resultado”, diz.
A especialista garante que, além de será melhor opção para dar fim aos pelos, também é a mais simples e segura. “A raiz é destruída e não volta mais a produzir fios. A qualidade de vida para eventos sociais, românticos, passeios na praia ou até situações que antes nos deixavam pouco confortáveis, vai mudar completamente, para melhor”, afirma.
Vale ressaltar que alguns fatores podem contribuir para o sucesso do tratamento definitivo. Um deles é orientar o cliente que não se deve utilizar nenhum método depilatório que remova o pelo da raiz, como pinça, ceras ou máquinas caseiras nos intervalos entre as sessões. Além disso, é imprescindível que o período de intervalo seja respeitado. Esse período pode variar de pessoa para pessoa e de região para região, sendo mais comum entre 45 e 90 dias. A seguir, confira os esclarecimentos da especialista sobre as dúvidas mais frequentes:
  1. Depilação a laser pode causar manchas na pele?
Não, desde que o cliente não compareça bronzeado para realizar o procedimento. Há cuidados maiores com regiões mais escuras, devido a pigmentação da pele com maior concentração de melanina, por isso trabalhamos com parâmetros mais conservadores, preservando a integridade da pele.
  1. Mulheres sentem mais dor ao depilar-se no inverno?
Não, a estação não interfere na sensação provocada pelo procedimento.
  1. Você sabe como se preparar para a depilação definitiva?
É fundamental evitar uso de qualquer método que remova o pelo da raiz, como cera, pinça ou aparelho elétricos. Deve-se restringir o uso da lâmina em qualquer região e remover os pelos um dia antes da sessão (por completo na região que será realizada a aplicação). Os clientes não devem comparecer bronzeados para a sessão e devem respeitar os intervalos propostos pelo profissional.
  1. Cuidado com o sol durante o procedimento é essencial?
Sim, a exposição exagerada aumenta a melanina na pele. Como o equipamento de depilação tem como alvo a melanina do pelo, isso pode confundir a luz do laser, causar mais desconforto ao cliente e risco para a pele.
  1. Pode-se fazer depilação a laser em locais com tatuagens?
Não. Inclusive, deve-se passar a ponteira com uma margem de 1cm da região tatuada.
  1. Quais são as principais vantagens e benefícios da depilação definitiva?
A depilação definitiva é progressiva e durável. O tratamento é personalizado e seguro, trazendo mais conforto e segurança para os clientes. Além disso, é muito rápido e consegue diminuir a foliculite, caracterizada pela inflamação dos folículos pilosos.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Envelhecer com saúde
*Cristiano Parente
Nesta segunda, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou o aumento da expectativa de vida do brasileiro ao nascer, de 74,6 anos, em 2012, para 74,9 anos, em 2013. Em 1980, era de apenas 62 anos e meio. Não há dúvidas que um dos grandes motivos desse avanço está diretamente ligado ao aumento do índice de pessoas ativas na sociedade.
Informações e estudos amplamente divulgados pela mídia tornam cada vez mais evidentes a importância de se levar uma vida longe do sedentarismo, e têm feito com que os brasileiros aproveitem o avanço da idade com o pensamento de que viver mais é interessante, mas desde que seja com qualidade.
O processo de envelhecimento do corpo humano é inevitável. Todos envelheceremos. Mas, existem maneiras de interferir positivamente nesse processo, de modo a retardar ou diminuir a sua velocidade. Os dois principais "manipuladores" desse processo são a alimentação e a atividade física.
Com o passar dos anos, o metabolismo basal, que é a quantidade de energia que nosso corpo precisa diariamente para sobreviver, diminui. O organismo passa a funcionar mais lentamente e de modo menos eficiente.
Também com o passar do tempo, os músculos, que são a principal fonte consumidora de energia no corpo, reduzem de tamanho e, dessa forma, também se reduz o consumo energético. Com isso, há uma tendência natural ao acúmulo de gordura no corpo, que a cada ano precisa de menos energia, mas que dificilmente é acompanhada pela diminuição da ingestão de calorias na alimentação.
Para manter o metabolismo basal elevado, o trabalho de fortalecimento muscular é essencial. Ele mantém os músculos com maior volume e ativos, dá mais sustentação à estrutura óssea, evita seu desgaste e auxilia de maneira muito mais eficiente a locomoção, o equilíbrio e as atividades da vida diária em geral.
Pessoas da terceira idade podem trabalhar o sistema muscular de diversas formas. Exercitar-se contra uma resistência é o caminho mais eficiente. Exercícios com pesos como na musculação, com resistência de molas, como acontece no pilates, ou mesmo com resistência do peso corporal são ideais para esse objetivo.
Independentemente da escolha, os músculos só responderão de maneira positiva se forem exigidos em situações próximas de sua capacidade máxima atual, ou seja, com a utilização de cargas que demandem um esforço ao qual a pessoa não esteja acostumada no dia a dia.
Os efeitos positivos serão notados em pouco tempo. Até mesmo em uma simples caminhada, atividade sofrida para quem leva uma vida sedentária. Como exemplo, durante muito tempo pensou-se de maneira equivocada que a sensação de falta de fôlego que um idoso sentia ao subir uma escada ou uma rua inclinada ocorria devido a uma fraqueza do sistema cardiorrespiratório, pois o primeiro sintoma era a respiração acelerada. Na verdade, hoje se sabe que essa hiperventilação acontece como resposta a um estímulo oriundo da musculatura das pernas.
Por realizar um esforço próximo de sua capacidade máxima, a musculatura começa a produzir ácido lático, que se concentra na medida em que as pernas realizam o esforço para se movimentar. Essa acidez ‘pede’ para o coração bater mais rápido, para que o sangue chegue mais rapidamente no músculo e retire o ácido ali acumulado. O aumento do batimento cardíaco provoca uma resposta dos pulmões, que aumentam a frequência respiratória para oxigenar a maior quantidade de sangue bombeado pelo coração. É aí que se dá a sensação de fôlego no limite, quando na verdade o que está fadigado são os músculos das pernas.
Com as pernas fortalecidas, o esforço de subir uma escada ou ladeira não exigirá mais a capacidade máxima, diminuindo a produção do ácido lático, responsável por desencadear todo o processo orgânico causador do cansaço e da falta de fôlego.
O exemplo ilustra apenas um dos inúmeros benefícios que a prática de atividade física pode trazer para a terceira idade. Não é necessário nada muito pesado. Somente exercícios resistidos, mas que são importantes para a autonomia do idoso e que trarão mais segurança para a realização de tarefas rotineiras, como tomar um banho.
Muitos idosos já perceberam o bem trazido por uma vida mais ativa. Basta ver a participação crescente da terceira idade nas academias. São pessoas que celebram a notícia do aumento da expectativa de vida, mas que adotaram a filosofia de que mais importante do que viver mais é envelhecer com saúde.

*Cristiano Parente é professor de educação física, eleito este ano o melhor personal trainer do mundo em concurso internacional promovido pela Life Fitness, e diretor da Koatch Academia.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Verão: 5 hábitos que podem arruinar sua visão
 

Para muitos, as férias de verão significam dois meses de descanso, diversão e sol – muito sol. De modo geral, as pessoas – tanto adultos quanto crianças – dão um tempo nas regras, podendo acordar, comer e dormir quando sentirem vontade. Mas é preciso estar atento aos hábitos que podem arruinar a saúde, principalmente a visão. A seguir, o médico oftalmologista Renato Neves, diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos, em São Paulo, aponta os erros mais comuns que as pessoas cometem por negligência:

1.      Levar as crianças para brincar em tanques de areia. “Tanques de areia não tratada representam sempre um risco a mais para crianças, já que muitas costumam levar a mão aos olhos automaticamente enquanto brincam. Por isso, pais ou responsáveis devem procurar oferecer um tipo de distração mais seguro ou redobrar a higienização das mãos dos pequenos. Normalmente, esses tanques de areia estão contaminados por fezes ou urina de animais, podendo causar infecções oculares”.
2.      Nadar em piscinas públicas ou em locais com água não-tratada. “A água do mar ou ainda de piscinas de hotéis e clubes bastante frequentados no verão representa um grande risco para a visão. Trata-se de um jeito fácil de contrair conjuntivite – doença que deixa os olhos bastante avermelhados e as pálpebras chegam a grudar durante a noite, dificultando abrir os olhos pela manhã. Vale ressaltar que piscinas com cloro em excesso também comprometem a saúde ocular”.
3.      Dormir com lentes de contato. “Por mais cansada que a pessoa esteja depois de um dia cheio de diversão, é preciso tirar as lentes de contato e garantir um mínimo de asseio antes de ir para a cama. Como durante o sono o nível de lubrificação dos olhos diminui bastante, as lentes podem ressecar junto com o globo ocular e desencadear uma série de problemas. Além de usar os produtos de limpeza recomendados pelo fabricante das lentes, é fundamental checar se não há resíduos sólidos ou irregularidades nas lentes. Mesmo sujeiras quase imperceptíveis podem resultar no desenvolvimento de fungos, levando à inutilização do produto e podendo desencadear infecções”.
4.      Sair de casa sem óculos de sol. “A exposição aos altos índices de raios ultravioleta provoca degeneração macular – doença que afeta a parte central da retina, membrana posterior dos olhos onde as imagens são transmitidas para o nervo óptico. Como não existe tratamento eficaz para alterações retinianas, a prevenção ainda é o melhor remédio. Daí a importância de investir em óculos de sol de boa procedência, com proteção UVA e UVB nas lentes, e jamais cair na tentação de comprar modelos ‘baratinhos’, de origem duvidosa. A irregularidade da superfície das lentes pode causar desconforto visual, dor de cabeça e astigmatismo – deformidade da córnea que torna a visão desfocada para perto e para longe.”
5.      Compartilhar objetos de uso pessoal em viagens. “Muita gente acaba compartilhando objetos de uso pessoal durante a viagem de férias. No geral, isso já é um erro. Com relação à visão, é ainda pior – principalmente quando se trata de toalhas de rosto e maquiagem. Sempre que alguém usa batom ou rímel, por exemplo, está potencialmente introduzindo germes no produto. Ou seja, quanto mais gente usar aquele item de maquiagem, maiores são as chances de disseminar uma doença. Como as membranas mucosas são mais suscetíveis a contrair uma infecção, a maquiagem para boca e olhos jamais deveria ser compartilhada. Novamente, o risco de contrair conjuntivite é grande, sendo a conjuntivite viral responsável por mais de 90% dos casos.”

Dr. Renato Augusto Neves, médico oftalmologista formado pela Escola Paulista de Medicina, onde também fez mestrado e doutorado. Pós-doutorado em Imunologia e Clinical Fellow em Córnea e Catarata na Harvard Medical School e no MIT. É diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos desde 1991. www.eyecare.com.br

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

AIDS: apesar de raro, beijo na boca também pode ser porta de entrada para a doença
 material vetor boca

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que mais de 35 milhões de pessoas estão infectadas globalmente com o vírus da AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) – doença que pode levar entre dez e quinze anos para se manifestar. Muito já se falou que os meios mais frequentes de se contrair a doença são o sexo desprotegido (incluindo o sexo oral sem preservativo), o compartilhamento de seringas entre usuários de drogas, transfusão de sangue e de mãe para filho durante a gestação. Mas pouco se fala que também o beijo de língua apresenta riscos.

De acordo com Artur Cerri, diretor da Escola de Aperfeiçoamento Profissional da APCD (Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas), é muito importante diferenciar o risco oferecido pelo beijo de língua e os ‘selinhos’ ou ‘beijos sociais’. “O contato casual, de boca fechada, não apresenta qualquer risco de transmissão do HIV. Entretanto, como é possível entrar em contato com sangue durante um beijo de boca aberta e prolongado, é importante ter cuidado. O beijo de língua, por si só, pode transmitir inúmeras doenças, que vão de uma gripe, mononucleose, hepatite B e, inclusive, AIDS – em casos extremos. Apesar de não haver trabalhos comprovando a transmissão de fato da AIDS pelo beijo, com o aumento de casos de gengivite, que é uma inflamação que geralmente desencadeia sangramento, esse risco jamais deve ser descartado”.

Estudo publicado no jornal americano Microbiome revela que cerca de 80 milhões de bactérias podem ser transferidas em um beijo de dez segundos. Como em 1° de dezembro se comemora o Dia Mundial de Luta contra a AIDS, durante todo o mês haverá campanhas e manifestações para alertar a população sobre como prevenir essa doença que, embora tratável, pode debilitar muito o paciente. “Uma das grandes contribuições que podemos oferecer é dizer às pessoas que evitem beijar desconhecidos com tanta intimidade, bem como doentes (independentemente da doença) e parceiros com úlceras labiais. Manter uma boa higiene bucal e procurar um cirurgião-dentista sempre que houver qualquer indicação de que há algo errado nas partes moles da boca – especialmente candidose oral sem justificativa – também contribuirá para manter a saúde em dia. Com relação à AIDS, nada deve ser negligenciado”, diz Cerri.

Fonte: Dr. Artur Cerri, estomatologista e diretor da Escola de Aperfeiçoamento Profissional da APCD (Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas) – www.apcd.org.br

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Amapá e Ministério da Saúde assinam acordo para realização de cirurgias ortopédicas

O governo do Amapá assinou um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) com o Governo Federal para receber ampla assistência do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), órgão vinculado ao Ministério da Saúde.
O ACT foi assinado na sexta-feira (28) pelo governador do Amapá, Camilo Capiberibe, e pelo ministro da Saúde, Arthur Chioro.
Pelos próximos cinco anos – prazo de vigência do acordo –, a rede hospitalar no Amapá será suprida de insumos e equipamentos em Traumatologia e Ortopedia e terá uma equipe treinada para fazer atendimentos ambulatoriais e cirúrgicos a vítimas de traumas (fratura) e pacientes que necessitam de operação ortopédica.
Cirurgias de alta complexidade serão realizadas nos Hospitais de Emergência (HE) e de Clínicas Alberto Lima (HCAL), em Macapá.
Um grupo de profissionais será capacitado tecnicamente em ações assistenciais, ambulatoriais e cirúrgicas, por meio de cursos teórico-práticos.
A cooperação técnica também garante o fornecimento, por parte do Ministério da Saúde, de insumos (órteses, próteses e outros materiais específicos) para as cirurgias ortopédicas – hoje, uma das maiores dificuldades da rede pública hospitalar.
"Esse instrumento celebrado entre o Governo do Estado e a União vai possibilitar a redução da fila dos pacientes de trauma. Vai possibilitar também um atendimento altamente qualificado. O acordo representa a confiança que o Ministério da Saúde tem com a nossa gestão, que firmou essa parceria mediante a credibilidade que nós temos junto ao Governo Federal", disse o governador Camilo Capiberibe.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Infecção por HIV cresce entre jovens no Brasil
 
Depois de 32 anos desde o primeiro caso relatado no Brasil, a AIDS ainda é uma doença grave, sem cura, controlada com medicamentos que trazem muitos efeitos colaterais aos portadores. No início dos anos de 1980, a doença assustou a população mundial ao infectar milhões de pessoas e ver muitas delas perderem a vida, sendo classificada como epidemia mundial.
AIDS é a sigla para Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, em inglês. É uma doença que ataca e destrói o sistema imunológico humano, facilitando o aparecimento de doenças oportunistas. A AIDS é provocada pela contaminação com o vírus HIV, e pode levar até 10 anos para se manifestar.
A prevenção, como há 30 anos, ainda é a única forma de controlar o aumento do número de casos. Mas hoje, a população jovem, que não acompanhou o início, mas que testemunhou o avanço das medicações para controle da doença, está contribuindo para um novo crescimento dos casos de infecção pelo HIV.
Na contramão dos índices mundiais, o Brasil vem registrando um crescimento no número de casos de infecção por HIV. Em um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), divulgado em julho de 2014, os casos cresceram 11% entre 2005 e 2013, e estima-se que 752 mil pessoas vivam com o vírus da AIDS no Brasil atualmente.
No mundo, essas estatísticas são mais positivas. Segundo o mesmo relatório, os casos caíram 38% nos últimos doze anos e especialistas da Unaids, Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids, acreditam que até 2030 a epidemia esteja controlada.
Pesquisa encomendada pela Caixa Seguros, com acompanhamento do Ministério da Saúde e da Organização Pan-Americana de Saúde, revela que 40% dos jovens entre 18 e 29 anos, dispensa o uso de preservativo em relações sexuais com seus parceiros fixos, além de não saberem ao certo como se pega o HIV.
Usar preservativo em todas as relações sexuais é a maneira mais eficiente para se prevenir contra o HIV, além de evitar outras doenças sexualmente transmissíveis como alguns tipos de hepatites e a sífilis, por exemplo. Pessoas portadoras do vírus devem manter o uso do preservativo em suas relações sexuais, mesmo que seus parceiros tenham HIV. Isso acontece porque pode ocorrer a retransmissão do vírus, fazendo com que aumente a carga viral do indivíduo, agravando seu estado de saúde.
A contaminação com o HIV acontece, principalmente, através de sexo sem proteção, compartilhamento de agulhas contaminadas e durante a gravidez ou na amamentação, da mãe para o bebê.
O tratamento da AIDS é feito com “coquetéis” de antirretrovirais. São combinações de medicamentos que visam controlar a multiplicação do vírus HIV no organismo. O paciente que adere corretamente ao tratamento melhora sua qualidade de vida e consegue administrar a doença para manter uma vida relativamente comum.
Por outro lado, a toxidade da medicação, necessária para impedir a multiplicação do vírus pode acarretar efeitos colaterais imediatos como diarreia, vômito, náuseas, manchas avermelhadas pelo corpo, alterações de humor, insônia e sonhos vívidos. Com o uso contínuo da medicação, podem ocorrer ainda danos aos rins, fígado, ossos, estômago e intestino, e alterações neuropsiquiátricas, sendo as mais comuns, quadros de depressão, ansiedade, confusão mental e demência.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

O que é a arritmia cardíaca e como preveni-la
 
 
A arritmia cardíaca é a alteração no ritmo das batidas do coração. Quando o órgão bate mais rápido – mais de 100 batimentos por minuto (bpm), o evento é chamado de taquicardia. Quando bate mais lento – menos de 60 bpm, é denominado bradicardia.
O coordenador da Cardiologia Intervencionista do Hospital e Maternidade São Luiz Anália Franco, Marcelo Cantarelli, explica que normalmente a doença se origina por problemas no sistema elétrico do coração. Quando as células do músculo cardíaco começam a gerar batimentos fora do sistema elétrico, surgem as arritmias. Elas podem se formar dentro dos ventrículos – parte inferior do coração -, como nos átrios – parte superior do órgão.
Além dos distúrbios elétricos, outras causas das arritmias são medicamentos que aumentam a excitabilidade das células do coração, a ansiedade, o estresse, o tabagismo e as bebidas alcoólicas. As doenças cardiovasculares, por serem muito frequentes, também são causas de arritmias. No Brasil, outro fator a ser considerado é a Doença de Chagas.
Dr. Marcelo esclarece que algumas arritmias são extremamente benignas. Outras, porém, podem levar à morte súbita, que é a morte inesperada em que a pessoa tem uma parada cardiorrespiratória e não consegue chegar ao hospital a tempo de ser atendida. O infarto agudo do miocárdio – mais comum a partir dos 50 anos - corresponde a 70% dos casos de morte súbita.
Outro tipo de arritmia é a fibrilação atrial, mais frequente entre os idosos. Ela consiste no batimento rápido e irregular dos átrios e não causa morte súbita, mas pode levar ao derrame cerebral (AVC) que, em dois terços dos casos, é incapacitante. Estima-se que cerca de 10% das pessoas acima de 75 anos possuem esta doença.
Para prevenir as arritmias, Dr. Marcelo recomenda que o paciente se consulte regularmente com um clínico geral ou cardiologista. Este profissional avaliará se o indivíduo possui algum fator de risco. A alimentação adequada e a prática de exercícios físicos também são essenciais na prevenção de arritmias.